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Quadra 1, lote 1, Residencial Don Bosco, Cidade Ocidental. Veja como como chegar aqui.

Falando FRANCAMENTE




E A RESPEITO DA MISTIFICAÇÃO?
A mistificação é um risco permanente na vida de qualquer médium. Ninguém está totalmente livre do risco de ser enganado. Essa possibilidade sempre existe.
SABEMOS QUE EXISTEM VÁRIOS FATORES QUE FAVORECEM A MISTIFICAÇÃO. QUAL O MAIS COMUM?
A vaidade. São poucos os médiuns que escapam dessa mazela. Estou me referindo à vaidade que diz respeito à mediunidade. Basta uma mensagem psicografada ou um livro escrito para o médium perder o contato com sua necessidade de aprimoramento intimo. Passa a gostar que lhe sejam feitos elogios, sente-se no intimo como um missionário adota certos rituais para impressionar, etc. Esse comportamento facilita a mistificação.
CASO O DIRIGENTE DE UMA REUNIÃO MEDIÚNICA IDENTIFIQUE UM ESPIRITO MISTIFICADOR, QUAL DEVERÁ SER O PROCEDIMENTO EM RELAÇÃO AO MÉDIUM  ELE DEVERÁ SER CONVIDADO A SE RETIRAR DO GRUPO?
Seria o mesmo que impedir o doente de ter acesso ao médico. Definitivamente esse não deverá ser o procedimento, até porque o grupo em si, também é responsável pela infiltração de espíritos enganadores nas reuniões. Que o grupo se reúna e discuta o problema. Não em termos de encontrar culpados, mas sim para estreitar os laços de amizade no grupo e para solucionar essas ocorrências. Volto a afirmar o que já disse: amizade união e sinceridade criam naturalmente barreiras de proteção durante essas reuniões.
MAS, O MÉDIUM, QUE FOI MISTIFICADO, SINTONIZOU COM AS TREVAS. NÃO SERIA DEVER DO DIRIGENTE AFASTÁ-LO? AFINAL, ELE NÃO PODERIA PERTURBAR O AMBIENTE DA REUNIÃO NESSAS CONDIÇÕES?
O problema é que sempre acham que Jesus lhes concedeu o poder de separar o joio do trigo. Quem pode garantir que não será o dirigente que, intuído pelas trevas, quer cortar o médium da atividade para dar demonstração de seu poder? É preciso rever os conceitos. Quase sempre , quando há uma falha, a atitude é de tentar punir.
O médium foi enganado pelo espírito. Como punição, ele é suspenso da reunião? O médium falta em uma reunião.
Como punição deve cumprir suspensão automática?
O orador se equivoca em um apontamento. Como punição deve ser impedido de continuar divulgando a doutrina?
Meus irmãos, a proposta é auxiliar, não é punir. Erros fazem parte da caminhada. Um tropeço por parte do médium não pode anular os seus acertos. Sejam menos rigorosos e mais caridosos, aprendam a compreender, sem serem coniventes com o erro.


Retirado do livro “FALANDO FRANCAMENTE – Um novo olhar sobre as vivências mediúnicas” pelo espírito Klaus através do médium Agnaldo Paviani



Umbanda funciona mesmo?


Constantemente me perguntam se a ‘‘Umbanda funciona mesmo” e eu, mesmo impressionada com tamanha manifestação de oportunismo e ignorância, respondo que SIM, desde que se trabalhe para isso, afinal nem nosso intestino funciona sem que haja hábitos saudáveis e contínuos. Umbanda funciona, assim como todas as outras religiões, no entanto é importante que haja algo que impulsione que faça acontecer, e esse algo é a FÉ. Fé no sentido da esperança, da compreensão e da paciência. Esses são os pontos fundamentais para que a ‘’Umbanda Funcione’’ em nossas vidas. Esses são os ensinamentos que os Guias Espirituais tentam, incansavelmente, passar para nós em suas sábias palavras.
Sei que muitas pessoas chegam na Umbanda em busca de Milagres, no entanto é importante ficar bem claro que o Milagre só acontece se houver essas três características mencionadas acima. Os próprios Milagres de Jesus não eram espetáculos teatrais e não aconteciam deliberadamente. Jesus exigia que ao buscar o Milagre a pessoa tivesse Fé, exigia a decisão sincera, e mais, requeria a propagação dessa Fé, pois os Milagres aconteciam para que fossem pronunciados aos quatros cantos envolvendo o maior número de pessoas e estimulando mais ainda a esperança e o amor. Jesus também esperava que seus discípulos fizessem milagres, os censurou, os ensinou e os estimulou dizendo: ‘’pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; ‘’ Mateus 17,20.
Jesus não fez milagres para provar sua divindade e sua morte foi prova disso; ele fez milagres para provar que era filho de Deus onipotente, onisciente e onipresente e que tudo podia naquele que o fortalecia. Exatamente o que somos como também filhos de Deus, e o que podemos como irmãos de Jesus. Sabendo então que a Umbanda é uma religião cristã, pois segue os ensinamentos e os mandamentos de Cristo, fica claro que para a Umbanda funcionar e realizar milagres é preciso que seus adeptos tenham a Fé sincera e que a propaguem.
Portanto, não adianta estar na Umbanda se não senti-la pulsar em seu coração, não adianta querer sem primeiro Dar, não adianta frequentar se não aceitar, se não cultivar, se não trabalhar seu interno, se não fizer força contínua para melhorar, mesmo porque não se abre uma porta sem que antes se tenha feito força para girar a maçaneta. E, aproveitando o exemplo do intestino, vale comentar que se para ele funcionar bem é preciso fazer atividades físicas, consumir líquidos, comer fibras, entre outros cuidados, imagine para resolver sua vida...... Com certeza é preciso MUITO TRABALHO E FÉ. “Então fica o convite: quer ver a ‘‘Umbanda Funcionar”?  Então venha disposto a TRABALHAR!

Por Mãe Mônica Caraccio

Todo umbandista acende a sua velinha...


Vamos hoje falar um pouquinho sobre este elemento fundamental nos rituais umbandistas: as velas.
Por que acendemos velas? O que elas representam e como atuam? Acho que muitas pessoas já se fizeram estas perguntas e outras nunca pensaram sobre o assunto.
Como estamos buscando mais conhecimento e menos ações automáticas, acredito que este seja um assunto bem relevante. Então vamos lá! A vela significa luz, atua no éter de quem recebe suas irradiações ígneas e é um simples, mas poderoso instrumento. Tal como o incenso, uma vela acesa altera o estado energético de um ambiente ou de uma pessoa.
Quando está acesa, durante o dia ou noite, além de enviar nossas intensões como luz que toca outra luz em vários níveis, ela se torna uma energia contínua de nossas orações, ela se torna a vigília de nossos pensamentos, pois sempre que passarmos por ela seu brilho chamará nossa consciência de volta para o propósito de nossa solicitação ou pensamento e a sua luz atuará como um laser para concentrar a energia de nossas intenções.
Portanto, ela ativa nossa fé nos mantendo em sintonia com o Plano Astral Superior e é fato que uma vela acesa positivamente atrai os bons espíritos para perto. Na realização de uma oferenda as velas acesas ativam e potencializam nossas intenções.
É importante saber também que uma simples vela consiste na união dos quatro elementos. O elemento terra, ou energia telúrica, é representado pela parafina que vem do petróleo, das profundezas do planeta; o elemento ar, com a energia eólica, é representado pela fumaça que a vela exala, ainda que tênue; o elemento fogo, ou energia ígnea, é representado pela chama da vela e, finalmente, o elemento água, e a energia mineral, é representado pela combustão dos materiais da vela onde se desprendem moléculas de hidrogênio que se combinam com o oxigênio e formam a molécula de água no estado gasoso.
Além de todas essas vibrações, energias e elementos temos também a questão da pigmentação da vela onde a cor, com base na cromoterapia, mexe com nossas vibrações mental e energética. 
Por exemplo: a vela branca, que representa a união de todas as cores, é purificadora, traz a sensação de limpeza, claridade e estimula a criatividade; a vela amarela simboliza a alegria de viver e o alto astral; a vela cor de rosa abre o coração e estimula todas as formas de inspiração e amor, traz conforto e aconchego à alma; a vela vermelha simboliza o dinamismo, a força e a coragem e é uma boa pedida para quem está deprimido ou sem ânimo para nada; a vela azul clara traz paz e tranquilidade, estimula o crescimento pessoal e melhora o auto controle; a vela verde representa a esperança e a abundância, estimula momentos de paz e cura, traz tranquilidade e acaba com as tensões. 

Como evitar que outras pessoas suguem nossas energias?



 “O problema maior, meu filho, não é como evitar que lhe roubem ou suguem energias, mas sobretudo, como você se deixa vampirizar, ser roubado, e não atenta para isso!
A postura interna de meus filhos é o que os predispõe ao escape de fluidos vitais. As atitudes, a desordem emocional, a falta de cuidado consigo mesmos, no que tange à saúde energética e à seleção de ambientes e pessoas com as quais convivem, são fatores que desencadeiam o processo de roubo de vitalidade. Por isso, vejo como algo digno em que meditar com extrema urgência: qual postura interna você tem adotado que favorece o fenômeno da perda, roubo ou vampirização energética? Não se pode jogar toda a culpa nos outros, como se meus filhos vivessem num mundo onde só há ladrões prontos a dar o golpe.
Note, meu filho, que você mesmo pode ser vampiro de suas emoções; ou mesmo, depois de certos comportamentos infelizes, provocar uma abertura em sua áurea – fato que pode ser classificado como rompimento da tela etérica, a qual delimita e envolve a estrutura psicobiofísica do ser humano. Essa ruptura propicia o escoamento de reservas vitais. Muitas vezes, episódios de fuga energética podem ser mal interpretados, dando a impressão de tratar-se de franco processo de vampirização. Mas há diferença entre roubo e perda de energia.
Portanto, quero instigar à procura da causa, que com frequência permanece escondida atrás daquilo que meus filhos traduzem, talvez apressadamente, como apropriação de fluidos vitais. Quem sabe poderão encontrar em si mesmos, em suas atitudes e comportamentos, a gênese de todo o mal que pretendem erradicar? Minha sugestão é que se faça uma crítica sem autopiedade. Possivelmente, concluirão que a maioria das vezes que julgam ter perdido vitalidade o que ocorreu foi a adoção de atitudes e hábitos destrutivos, que sabotam a própria saúde energética, emocional e espiritual.
Cada um de meus filhos é arquiteto de sua felicidade, de seu bem-estar emocional, de sua qualidade de vida – ou da falta dela. Afirmativas como essa têm sido repetidas por muitas pessoas, mas permanecem como uma verdade ainda não introjetada.
Antes de questionar como evita o roubo de energias, é preciso averiguar em que medida meu filho tem adotado um tipo de vida e vivido experiências que o deixam vulnerável. Afinal, é lógico supor que se alguém está se apropriando de sua vitalidade, talvez você esteja abrindo o campo para que isso ocorra. Caso se dedique a conhecer suas fraquezas, seus hábitos negativos, pontos fracos e sistemas de autoboicote, entãoserá mais fácil estabelecer métodos próprios de autodefesa psíquica. O conhecimento dos mecanismos internos de autossabotagem lhe dará forças para reestruturar aquilo que merece ser reciclado em suas experiências, bem como para fortalecer suas posturas saudáveis e, por conseguinte, impedir ou diminuir as perdas energéticas de grande expressão.
Diversos elementos podem ser utilizados a fim de revitalizar-se e de impedir perdas ou roubos de energias. Contudo, ervas, salmos, banhos, florais e tantos outros métodos, por mais eficazes que pareçam, não serão suficientes se você não promover uma reeducação emocional e mental. Nenhuma força externa substituirá aquela que deve partir do seu interior, à medida que meu filho avançar na cirurgia da alma, usando o bisturi da vontade para modificar a estrutura de vida que por vezes adota e que a ninguém cabe mudar, a não ser você mesmo. Por mais que se reconheçam o potencial e a eficiência de métodos variados de reposição energética, sem que você sele a brecha criada pelo comportamento e pelos hábitos adquiridos ao longo dos anos, nada adiantarão as terapias utilizadas; serão apenas paliativos".

Trecho extraído da obra “Magos Negros”, de Robson Pinheiro, pelo preto-velho Pai João de Aruanda

RECESSO!



Após os trabalhos da gira de Esquerda, dia 22 de dezembro, a corrente mediúnica da Tenda Espírita Pai Cipriano entrará em recesso. As atividades serão retomadas após o carnaval, dia 23 de fevereiro de 2013, com a gira de Exu, às 17 horas.

Feliz Natal e Boas Festas!

O médium




O médium é o Office boy da espiritualidade e existem muitos.

Uns trabalham nas empresas de luz e trazem as respectivas mensagens, outras trabalham nas empresas da escuridão e também respectivamente as trazem travestidos de líderes espirituais com objetivos materiais negros.

O médium consciente sabe que é médium, é mais lúcido, reconhece e admite a presença dos amigos espirituais e se assume médium mesmo perante a crítica dos fundamentalistas "espumantes" que são capazes de morder a própria língua para ofender e perpetrar àqueles que não comungam com as suas idéias estreitas.

O médium é a última milha do telefone sem fio interdimensional. O que antes fez como brincadeira de criança hoje faz como responsabilidade de adulto.

O médium não é evoluído e nem melhor, aliás muito pelo contrário, a mediunidade na maioria das vezes é apenas oportunidade kármica (dharma) de resgatar os erros do passado que pode se manifestar como fardo, como bênção ou como ambos dependendo da situação e "n" variáveis conscienciais intervenientes.

Cada médium tem um trabalho, uma tarefa ou obrigação consciencial que lhe foi gentilmente cedido pelo Alto face a seu arrependimento e vontade de mudar, mas muitos "perecem" no meio do caminho e se atolam na repetição de erros do passado. Outros tantos se estagnam e efetuam pequena fração de suas tarefas que antes tanto se entusiasmaram por fazer acreditando que seria fácil.

A mediunidade não é brincadeira, é tarefa séria e de alta responsabilidade que independe de hora, idade, local, doutrina, religião, intelectualidade ou situação financeira.

Cada médium programou para si adstrito a orientação de seus mentores e que seria melhor para si dentro do contexto evolutivo.

Mediunidade não é tarefa para os fracos e covardes, mas para os abnegados e persistentes. O Alto necessita de cada alma que se dispõe a retornar ao bem e a assumir sua tarefa de minipeça cósmica consciente frente ao Universo regido pelas leis de Deus.

A mediunidade é uma associação de vontade mais talento mais oportunidade mais responsabilidade mais renúncia a fim de ajudar a muitos outros para no fim estar ajudando mais a si próprio.

O médium vaidoso só o é porque não é lúcido e não se lembra, ou melhor, não deseja se lembrar dos erros do passado e hoje custa a admitir que sua mediunidade-trabalho-tarefa-obrigação foi implorada por ele ao Alto no período intermissivo.

Ser médium não é bonito e nem vantagem, mas é obrigação por opção voluntária endossada pelo Alto ao fim de autoburilar a conduta íntima, quitar karma no atacado, superar um novo degrau nesta íngrime escalada evolutiva da vida.

Deus não joga dados e a vida não é brincadeira, muito menos o trabalho e a mediunidade. O amor é um direito de todas as criaturas e nos parece que não temos outra opção senão ter coragem de enfrentá-lo.

Dá trabalho? Sim!

Mas ser feliz é um trabalho que compensa.

Não existe fuga para você, tu sejas médium ou não.

O médium pulou de pára-quedas no meio guerra, admitiu a auto-luta em princípio a pôs a cara a tapa na reencarnação a que se propôs e no meio do caminho não há como desistir. É como uma represa que ruiu, nada segura a força da água e nada segura o fluxo de energias conscienciais na vida dos seres.

Aos médiuns nós sugerimos, abandonem as brincadeiras irresponsáveis e assumam seus serviços, nós precisamos de vocês. Percam a vergonha de assumir sua mediunidade tanto na frente dos ignorantes tridimensionais, como aos invejosos espiritualistas ou aos parapsiquistas multidimensionais e confiem em si.

Auto-estima para o médium é fundamental, mas sem vaidade. Não respondam as críticas maldosas, elas merecem ser desprezadas, a melhor resposta é o resultado de seu trabalho que só irá obter trabalhando.

Mãos a obra, a espiritualidade não dorme!

FONTE: http://www.caboclopery.com.br/omedium.htm

Só com o exemplo e o saber



Acredito que todos os umbandistas querem fazer algo especial pela Umbanda, fazer algo que a valorize e que mostre a toda sociedade o quanto a Umbanda é realizadora e divina, o quanto deve ser respeitada,  e que não tem nada a ver com trabalhos feitos, milagres vendidos ou magias negras. Baseada nessa minha crença, penso continuamente como fazer isso, como proporcionar esse tipo de estímulo e de conduta aos umbandistas para que todos possam, de forma homogênea e clara, falar da Umbanda para uma sociedade já com idéias tão preestabelecidas.

Percebo inclusive que falar de Umbanda é algo difícil para muitos umbandistas, na maioria das vezes a fala contém uma incisiva conotação defensiva e justificada, é quase automático esclarecer o porquê da escolha dessa religião salientando sempre que na Umbanda não se faz matança e assim por diante. É fato que muitas vezes esperamos uma reação negativa ou irônica daquele que desconhece a Umbanda assim como todos seus fundamentos e poder de realização. Chego à conclusão que só existem duas formas de criar essa valorização religiosa tão necessária para a Umbanda: primeiro pelo EXEMPLO e segundo pelo SABER.

Isso mesmo! Acredito que um único exemplo vale mais do que mil palavras! Portanto se queremos mostrar que nossa religião é boa precisamos mostrar que somos bons. Se quisermos falar que a Umbanda é coerente temos que mostrar nossa coerência. Se quisermos que respeitem nossa religião temos que respeitar as outras religiões, afinal, a religião, entre tantas funções, tem também a de formar a moral e a índole de seus fiéis.

Acredito ser incoerente o médium umbandista dizer que a Umbanda não faz magia negra se seus pensamentos e atos  desejam e fazem o mal ao próximo ou se seus desejos são tão importantes que estão acima de qualquer coisa e de qualquer pessoa. Não dá para o umbandista falar que a Umbanda não faz e não é milagre se o próprio “pede” continuamente soluções aos Guias Espirituais se isentando de qualquer responsabilidade. Pedir é Pedir em qualquer situação. Como dizer que a Umbanda não pratica matança se tanto lixo é jogado nas ruas, praias, matas e cachoeiras? Afinal lixo mata! Inclusive o ser humano.

Acredito também que o Saber é fundamental para qualquer coisa que se queira valorizar. Se não sabemos o que é a Umbanda como falar da Umbanda? Se não sabemos diferenciar um Guia de um Orixá, se não sabemos de nossas obrigações e deveres como médiuns umbandistas, se não sabemos responder as perguntas pertinentes sobre a nossa religião como querer que o outro compreenda-a?

Estudar é fundamental e dar exemplos é essencial para vivenciar plenamente a Umbanda sem medo e sem constrangimento. Também é importante seguir uma tradição religiosa, respeitar as hierarquias e a ancestralidade, afinal são pontos fundamentais de nossa Umbanda e devem ser compreendidos e praticados com valor e respeito.  Pensar em Umbanda é pensar em disciplina e postura. É compreender que o médium é a peça mais importante para a manifestação da religião.

Portanto, a visão que as pessoas terão sobre a Umbanda será o reflexo das atitudes dos médiuns umbandistas, dentro e fora de uma gira de atendimento. Somos nós, médiuns umbandistas, que precisamos fazer algo diferente e significativo pela Umbanda. Somos nós que temos que dar exemplo de sua ação em nossa vida e somos nós que temos que responder as perguntas da sociedade, mesmo porque quando perguntarem algo sobre a Umbanda não poderemos incorporar o Preto Velho para dar a resposta em nosso lugar, não é mesmo?!?

Fonte: www.minhaumbanda.com.br

O homem de bem





O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele.

Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade.
Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.

 O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.
Encontra usa satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa.

É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.

Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.

Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.
Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera.

Não tenta fazer valer o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar a vantagens dos outros.
Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado.

Usa mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá lhes dar, é pô-los ao serviço da satisfação de suas paixões.

Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa sua autoridade para erguer-lhes a moral, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evita tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna.

O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscientemente. 

O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados.
Esta não é a relação completa das qualidades que distinguem o homem de bem, mas quem quer que se esforce para possuí-las, estará no caminho que conduz às demais.

Trecho extraído da obra Evangelho segundo o espiritismo.

DEFUMAÇÃO E SEUS EFEITOS



(...) Reunidos os médiuns, Sérgio fez a defumação do ambiente, queimando ervas cujas energias, manipuladas pelos guias espirituais, iam dissolvendo as impurezas espirituais e atraindo energias mais sutis. Dotada do dom da vidência, Eleonora percebia as nuvens cinzentas e as crostas astrais desmanchando-se sob a ação da fumaça impregnada do princípio ativo das ervas que estavam sendo queimadas. Em alguns médiuns, particularmente, a ação era mais forte, devido ao baixo teor vibratório de seus pensamentos.

Com o ambiente assim purificado, os espíritos dos caboclos, que há muito já se encontravam no local, atuando no plano astral correspondente, começaram a espargir glóbulos brancos e minúsculos, parecidos com flocos brilhantes de algodão. Eram milhares de pontinhos, atirados pelas mãos do caboclos e caboclas, fazendo o efeito de uma chuva nívea, refrescante para a alma.

Algumas pessoas, mais receptivas imediatamente sentiram o bem-estar que aquela torrente de luz causava. Outras, porém, ainda um pouco mais endurecidas, deixavam-na passar despercebida. Eram essas as mais necessitadas, aquelas que mais atraíam a atenção dos guias, que iam aplicando passes em todos os presentes, demorando-se um pouco mais na energização dos mais enfermos, fosse do corpo ou da alma.

Há, nos templos de qualquer religião, voltada para o crescimento do ser humano, seres iluminados que atuam sobre os encarnados, ajudando-os a reequilibrar suas forças físicas, mentais e emocionais. Essas entidades, contudo, não agem sozinhas. Necessitam do concurso dos assistentes para um resultado mais eficaz. Cada pessoa está em condições de ajudar a si mesma contribuindo com seus pensamentos, palavras e atitudes. A concentração, o silêncio e a vigília são caminhos fáceis para a penetração das energias derramadas pelos guias. (...)

Trecho extraído da obra Jurema das Matas, de Mônica de Castro, pelo espírito Leonel.