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Quadra 1, lote 1, Residencial Don Bosco, Cidade Ocidental. Veja como como chegar aqui.

A Defumação: seus efeitos astrais e físicos




''Defuma com as ervas da Jurema, defuma com
 arruda e guiné Benjoim, alecrim e alfazema vamos defumar filhos de fé''...


 Deus, perfeito em sua criação, dotou o Homem de vários sentidos, para que seu espírito tivesse assim portas de comunicação com o mundo físico, ajudando-o a viver, integrar-se e evoluir nesta escola chamada Terra. Dentre estes sentidos está o olfato, que ao captar os aromas, nos despertam lembranças e associações, aflorando nossas emoções e fazendo-nos rir, ou chorar de saudades.
 Quem já não voltou ao passado, sentindo fragrâncias que fizessem lembrar a infância distante? Ou, para nós umbandistas, que ao sentirmos o aroma provindo do charuto ou cachimbo, não lembramos imediatamente de nossos queridos Pretos Velhos e Caboclos ?!. Assim, através dos aromas podemos ficar relaxados, agitados, próximos ou afastados de pessoas, coisas ou lugares. Por este motivo, os templos do Egito antigo, dos Hindus, Persas, e hoje os templos umbandistas, católicos, esotéricos etc. Sensibilizam o olfato através dos odores da defumação, harmonizando e aumentando o teor das vibrações psíquicas, produzindo condições de recepção e inspiração nos planos físico e espiritual.
 Além de influenciar em nossas vibrações psíquicas, as ervas utilizadas na defumação são poderosos agentes de limpeza vibratória, que tornam o ambiente mais agradável e leve. Ao queimarmos as ervas, liberamos em alguns minutos de defumação todo o poder energético aglutinado em meses ou anos no solo da Terra, absorção de nutrientes dos raios de sol, da lua, do ar, além dos próprios elementos constitutivos das ervas. Deste modo, projeta-se uma força capaz de desagregar miasmas astrais que dominam a maioria dos ambientes humanos, produto da baixa qualidade de pensamentos e desejos, como raiva, vingança, inveja, orgulho, mágoa, sensualidade etc.
 Existem, para cada objetivo que se tem ao fazer-se uma defumação, diferentes tipos de ervas, que associadas, permitem energizar e harmonizar pessoas e ambientes, pois ao queimá-las, produzem reações agradáveis ou desagradáveis no mundo invisível. Há vegetais cujas picantes ou corrosivas, que põem em fuga alguns desencarnados de vibração inferior. Os antigos Magos, graças ao seu conhecimento e experiência incomuns, sabiam combinar certas ervas de emanações tão poderosas, que traçavam barreiras intransponíveis aos espíritos intrusos ou que tencionavam turbar-lhes o trabalho de magia.
 Apesar das ervas servirem de barreiras fluídico-magnéticas para os espíritos inferiores, seu poder é temporário, pois os irmãos do plano astral de baixa vibração são atraídos novamente por nossos pensamentos e atos turvos, que nos deixam na mesma faixa vibratória inferior (Lei de Afinidades). Portanto, vigilância quanto ao nível dos pensamentos e atos.
 Convém lembrar que ao manipular o defumador, deve-se estar concentrado, a fim de se potencializar seus efeitos, impedindo assim que este ato litúrgico-magístico de limpeza psico-espiritual se transforme apenas em ato mecânico de agitação do turíbulo.

Salve a Defumação !!!
Saravá!!!

Por: Jornal Umbanda Hoje

Dia 23 de Abril dia de São Jorge. SALVE OGUM!!!

HOJE silencio
Rezo, Rogo e Vivencio

O céu está vermelho
A Lua está à frente
Sons ecoam, atabaques rufam, milhares de Fé clamam

Silencio meu espírito
Rezo ao Orixá, Rogo por Ogum, Vivencio e Respiro Ogum meu Orixá!
No céu, na Lua, na Fé em Olorum, na Crença em Ogum
Ogum meu Orixá!

Respiro o ar que oxigena meu cérebro 
Vibro o sangue quente que percorre meu corpo
Sinto o pulsar do repique, o calor do fogo, a força da dor
Respiro, respiro, inspiro e espiro, é Ogum!

Pulso, vibro, brilho e acredito: Orixá é Vivo.
Bom, Mal? Divino, Humano?... É Vivo!

Ferro! Foco, Olho e Respiro: Ogum vence latente e fervente.
Dentro, Fora, Acima, Abaixo: Ogum percorre e escorre como o sangue depois do corte.
Da Terra, do Mar, da Rua, do Céu, da Lua, do Sol: Ogum é Orixá, guerreiro
e violento, como a natureza, que como o homem luta de braço de ferro.

Dúvida? Duvidar? Dúvidas?
Ora, olha pra si...
Tem fé? Tem sangue a pulsar? Têm dor;
lágrimas e faísca?
Tem Ogum Orixá!
Será que se consegue duvidar?

Olha pra frente Filho de Fé
Tem Ogum a cada respirar como o limite
tem o céu

Tem Ogum no olhar como o ferro tem a forja
Acredita...

Então inspire, espire e firme
Estufe o peito e aguente

Vibre, pulse e reze
Aqueça a alma e crave

Trabalhe, transpire e rale 
Arregace as mangas e BANGUE

No sangue, no pulsar; no respirar e no talhar
Ogum é Orixá. Bom, Mal? Divino, Humano?... É Vivo!

Ogum não descansa, nem de dia nem de noite
Ogum forja e solidifica, no fogo e na água, no frio e no calor
Será que se consegue duvidar?

Olha pra frente Filho de Fé
Ogum é Orixá, grita o falangeiro Caboclo de Orixá
Depois de Ifã a Exu Revelar

Ogum é Orixá
Que tem músculos de aço, pulso de ferro e 
ferocidade no olhar 
Que tem como prazer o combate, o atravanque.
Que tem Exu a lhe acompanhar na guerra e no incisar
Que tem seu coração jorrando sangue encobrindo o dia de vermelho

HOJE silencio, Rezo Rogo
Bato minha cabeça
OGUM É MEU ORIXÁ!!!

Por Mãe Mônica Caraccio

A Magia da Pemba


Pode-se afirmar que a Pemba é um instrumento Sagrado da Umbanda, Pois nada se pode fazer com segurança sem os Pontos Riscados por ela. A Pemba é confeccionada em Calcário e modelada em formato ovóide alongado e serve para ao riscar um ponto, estabelecer Ritualisticamente o Contato Vibratório com as Energias Astrais. A Pemba serve também a outras determinações ordenadas pelos Guias, muito utilizada na mistura com outros elementos a fim de promover limpeza áurica no ambiente e nos médiuns durante a abertura dos trabalhos mediúnicos. A Pemba pode ser encontrada nas mais variadas cores, as quais são utilizadaspelas entidades ou pelo sacerdote de acordo com o que se deseja obter. Na antiguidade, os velhos magos, experimentados e tarimbados na magia etéreo-física, preparavam a pemba, numa mistura homogênea de certos elementos minerais e vegetais da Natureza, que depois eram imantadas e consagradas, tornando-se poderosos instrumentos na magia. Hoje, raros são aqueles que conhecem a verdadeira confecção de uma verdadeira Pemba. As que se encontram a venda nas casas do ramo são somente feitas de calcáreo, desprovidas de todos os materiais necessários à sua efetivação magística. Quando um Guia Espiritual, verdadeiramente incorporado pega uma Pemba na mão, esta, imediatamente torna-se imantada e pronta para o uso Magístico; quando acaba de utilizá-la, volta a ser simplesmente um Pemba comum.
Conceitos de Pontos Riscados Para o Umbandista, o ponto riscado é um instrumento precioso para os trabalhos magísticos efetuados pelas entidades espirituais; afinal de contas ele possui um grande significado e valor magístico. Muitos pontos riscados pelas entidades espirituais, são selos, o cartão de visitas, a identificação, o brasão e a bandeira da entidade. É uma espécie de campo de forças onde o instrumento utilizado pelas entidades em seu efetivo campo de trabalho é a Pemba. E esta maneja as forças de sorte a lhe conferir afinidade com a entidade, identificando a quem ela se subordina, bem como os seus domínios ao ser usado para riscar o ponto. Muitos pontos riscados são ordens efetuadas aos elementais da Natureza, bem como às forças cósmicas, formando todo um plano de ação e reação.
Os pontos riscados são verdadeiros códigos registrados e sediados no mundo espiritual. Eles identificam poderes, tipos de atividades e os vínculos iniciáticos das falanges. Quando são traçados sem conhecimento de causa, não projetam sua grafia luminosa e não passam de rabiscos inócuos. Como podemos ver, os pontos riscados são magias, portanto para se utilizar deles é necessário ter os devidos conhecimentos. Riscar um ponto de trás para frente é inverter ou perverter a força da magia. Portanto não basta ver um ponto num livro ou numa apostila para riscá- lo sem o devido conhecimento. O mau uso do ponto riscado pode levar a conseqüências imprevisíveis, comparáveis as de um leigo em assuntos de eletricidade, entrando numa casa de força e pondo-se a manejar as chaves ou embaralhar os fios, com o que acabará por provocar curtos circuitos, incêndios e eletrocussões em si e nos outros. O ponto riscado pode ser usado, dependendo do trabalho ou cerimônia a ser realizada, utilizando Pemba, Fundanga (pólvora), Ervas, Pedras e outros elementos naturais, com o ponteiro na areia, e até mesmo mentalmente, o que requer muita prática. Mas lembre-se: só se utiliza pólvora e Bebida alcoólica aliada a pontos riscados, com autorização superior.
Quanto ao uso da Pemba, estude o sentido e o valor das cores. Só utilize a Pemba Preta aquele que for autorizado para tal. Na Umbanda o mais usual é o trabalho com Pemba Branca, Azul, Verde, Rosa, Laranja, Roxa, Lilás, Amarela, Vermelha, etc. Lembrem mais uma vez, que todo ponto riscado é magia, com toda simbologia de sua grafia e ondas vibratórias. Por exemplo, a suástica como símbolo sagrado, cuja utilização data de tempos imemoriais, símbolo este utilizado até mesmo pelos Papas da religião Católica, teve suas ondas invertidas pelos pseudo-arianos e como símbolo, acobertou e direcionou a Segunda Guerra Mundial. É interessante também observar que, quando um filho de Umbanda se apresenta perturbado dentro de um templo, muitas vezes notamos um Guia Espiritual (ou mesmo um sacerdote gabaritado) cruzar seu corpo com Pemba. Isso representa a Escrita Divina, através da magia para chamar à razão a entidade obsessora, afim de que ela possa conhecer por meio deste traçado cabalístico, o seu erro e abandonar esse filho que até então obsedava, como também riscar um ponto de proteção ao filho. Assim pode-se afirmar sem sombra de dúvidas que sem os pontos riscados nada se poderia fazer com segurança na Umbanda. O que devemos ter cuidado é quando achamos que somente basta riscar setas, ondas, sol, lua, círculos, quadrados, espirais, estrelas (de todas as pontas), raios, etc, que estaremos riscando a Lei de Pemba em sua totalidade.
Ledo engano. Ali esta impresso um grafia geométrica sagrada, funcional para certos aspectos, mas somente uma grafia geométrica (tão bem explanada pela radiônica e pela Cabala Hebraica), mas nunca a Lei de Pemba em sua amplitude. Não basta olharmos um ponto riscado e simplesmente dizermos: Esse Ponto é da vibração de Yansã, Ogum e tem Yemanjá também. Ou mesmo dizer: O Caboclo que riscou o ponto é de Oxossi; tem Xangô e Omulú. Pergunto: Pra que? Por que? O que quer dizer? Que ordem esta emanando? Que forças estão sendo ordenadas e comandadas? Complicado né.
Portanto, não não é seguro riscar Pemba a torto e a direita, achando estar investido de forças celestes, para realizar atos magisticos que você mesmo não é conhecedor.

POR TEMPLO DE UMBANDA CAMINHO DA FÉ

Exu, Jesus e João Caveira - Norberto Peixoto




Codificação e codificador da Umbanda
A Umbanda é uma religião absolutamente aberta que tem inúmeras  diferenças de interpretação, que variam de região para região, de terreiro para terreiro, de sacerdote para sacerdote.
A Umbanda não teve, não tem e nunca terá uma codificação ou um codificador. A Umbanda não tem uma bíblia, um livro sagrado, um poder central ou um "Papa" do saber. A Umbanda não tem uma instituição que prevaleça sobre as demais e que estabeleça normas ou formas de culto que engessem a liberdade ritual de cada terreiro e sacerdote. A unanimidade na Umbanda é "não ter unanimidades."
Especificamente a Umbanda que praticamos em nossa Choupana não é melhor do que qualquer outra prática umbandista dos milhares de terreiros deste Brasil.
Os nossos meios de divulgação - blog, lista de mensagens e canal de vídeos -, democratizando o acesso às nossas palestras, que ocorrem antes das giras, ao estudo sistematizado e as demais preleções ao qual emitimos opiniões e conceitos, baseiam-se em pontos de vistas particularizados em nossas raízes, história e práticas rituais e não objetivam impor doutrinas, verdades, dogmas ou tabus. Temos por motivação atender às inúmeras solicitações que tivemos para que disponibilizássemos estes conteúdos de forma acessível e democrática a todos que são simpáticos aos nossos trabalhos mediúnicos e rito-litúrgicos. Nossa intenção não é e nunca será estabelecer fundamentos que engessem quem quer que seja tolhendo a sagrada liberdade propiciada pela nossa religião.
Cada centro, cada terreiro, tem sua própria raiz, origem e fundamentação e em todos eles a essência do Sagrado vibra igualmente ligando-os com o Divino em conformidade ao modo de entendimento de cada agrupamento de consciências.
Possivelmente, como a maioria dos seus adeptos, entendemos a Umbanda, enquanto religião estruturada , do ponto de vista de vivências rituais individualizadas, pois acreditamos ser impossível a um ser humano vivencia-lá e percebê-la em sua totalidade e plenitude de interpolações teológicas a ponto de emitir opiniões com sentenças pétreas ou códigos definitivos. A Umbanda, pelo fato dos milhares de terreiros existentes que a compõem, serem independentes entre si, se comportando como unidades religiosas autônomas e livres, não é doutrinariamente padronizada na Terra e cremos que nunca o será por vontade do Pai.
Procuramos somente atender os anseios da comunidade que simpatiza conosco, assim como acontece de uma ou outra maneira com todos os demais terreiros, seus dirigentes e agrupamentos de médiuns.
Não damos cursos pagos, não formamos sacerdotes e os nossos eventos de estudo não emitem quaisquer certificados ou imputa fundamentos à Umbanda.
Respeitamos incondicionalmente a mediunidade e as diferenças de interpretações do Sagrado emitidas por todas as lideranças umbandistas da atualidade.
Preconizamos uma Umbanda com o Cristo-Jesus, ética, que preserva a natureza, incentiva a vida, respeita as diferenças, não objetiva quaisquer ganhos pessoais ou de instituições e fomenta o respeito, a concórdia, o amor e a fraternidade em favor da coletividade.

Choupana do Caboclo Pery
Grupo Umbandista Triângulo da Fraternidade
Fundado em 1992


Exu e o Médium


Muitas vezes, ele funciona como um espelho, refletindo em seu comportamento os defeitos e qualidades de seu médium. Não estamos falando aqui de mistificação nem animismo e sim de um comportamento em que pela convivência um exterioriza qualidades e defeitos do outro. Apesar de Exu ter opinião própria, e manifesta em linguagem simples e direta de forma que todos entendam. É ele a entidade mais próxima a nossa realidade e anseios materiais. Quando o médium começa a se desenvolver costuma ouvir que há a necessidade de doutrinar seu Exu. É natural que o médium não tenha doutrina no inicio de sua jornada espiritual e Exu exterioriza isso em seu comportamento, após boa doutrinação da entidade veremos a necessidade de doutrina também para o médium que acaba de chegar na casa. Durante o desenvolvimento mediúnico é ainda natural que o Exu se apresente pedindo sua oferenda, pois sua força é potencializadora e vitalizadora da mediunidade.
Este mesmo médium que está iniciando na Umbanda encontra todo um universo novo aos seus olhos e Exu costuma ser algo intrigante e fascinante ao mesmo tempo; quando não uma entidade, força, que assusta um pouco os que não o conhecem.
A questão é: Enquanto o médium estiver preocupado com a doutrina de “seu” exu estará também doutrinando-se, subconscientemente!
Devemos, sim, estar atentos quando nos deparamos com entidades de esquerda sem doutrina, muitas vezes estão chamando nossa atenção a seu médium para que tomemos uma atitude doutrinária em relação a ambos.
Tudo isso é bem diferente de um obsessor ou quiumba, trazido por transporte, que normalmente tem comportamento rude e agressivo. Falamos aqui do Exu de lei que acompanha o médium como entidade de trabalho na esquerda.
Não devemos subestimar exu, achando que é entidade sem luz desprovida de evolução, observando apenas um aspecto externo e superficial, pois quando vamos com a farinha ele já voltou com a farofa, devemos sim ficar atentos com o que nos dizem nas entrelinhas ou o que querem nos passar, quando não podem ou não se sentem a vontade para revelar.
Quanto ao que pode revelar, pergunte a ele sobre seu médium e o comportamento do mesmo e verá que Exu é o primeiro a apontar os defeitos de seu “cavalo” e isto está ainda dentro da qualidade especular de Exu.
No desenvolvimento mediúnico é ele um elemento de muita importância, pois dá força e potencializa as faculdades mediúnicas, não é difícil encontrarmos exu pedindo para ser oferendado logo no inicio da vida mediúnica.
Em uma casa de luz, em um terreiro de umbanda de fato, exu não aceitará trabalhos de ordem negativa a favor de futilidades ou egoísmos. Veremos exu trabalhando com seriedade e em sintonia com as entidades da direita, ou seja não virá em terra para contrariar todo um trabalho de doutrina realizado por caboclos e pretos velhos. Encontraremos até exus dando consultas, limpando e descarregando consulentes, fazendo desobsessão e outras coisas mais dentro do mesmo objetivo e até dando bons conselhos aos que a ele procuram.
Por tudo isso somos gratos a Exu e Pombagira por trabalharem conosco a favor da luz, e afirmamos muito do que se fala de Exu e pomba-gira ligado a magia negativa, nós desconhecemos, sabemos que muitos tentam se passar por Exu, mas aí já não é mais Umbanda.
Umbanda acima de tudo é Amor e Caridade, Exu não deve vir em terra para dar o contra no trabalho de direita.


Matéria extraída do JUS – JORNAL DE UMBANDA SAGRADA

Papa Francisco Primeiro. Que você tenha toda força 

espiritual, que Deus, os orixás e as entidades estejam te 

apoiando. Nós da Tenda Espírita Pai Cipriano desejamos um 

reinado de Paz, sabedoria e de muita Luz á todos nós!

Falando FRANCAMENTE




E A RESPEITO DA MISTIFICAÇÃO?
A mistificação é um risco permanente na vida de qualquer médium. Ninguém está totalmente livre do risco de ser enganado. Essa possibilidade sempre existe.
SABEMOS QUE EXISTEM VÁRIOS FATORES QUE FAVORECEM A MISTIFICAÇÃO. QUAL O MAIS COMUM?
A vaidade. São poucos os médiuns que escapam dessa mazela. Estou me referindo à vaidade que diz respeito à mediunidade. Basta uma mensagem psicografada ou um livro escrito para o médium perder o contato com sua necessidade de aprimoramento intimo. Passa a gostar que lhe sejam feitos elogios, sente-se no intimo como um missionário adota certos rituais para impressionar, etc. Esse comportamento facilita a mistificação.
CASO O DIRIGENTE DE UMA REUNIÃO MEDIÚNICA IDENTIFIQUE UM ESPIRITO MISTIFICADOR, QUAL DEVERÁ SER O PROCEDIMENTO EM RELAÇÃO AO MÉDIUM  ELE DEVERÁ SER CONVIDADO A SE RETIRAR DO GRUPO?
Seria o mesmo que impedir o doente de ter acesso ao médico. Definitivamente esse não deverá ser o procedimento, até porque o grupo em si, também é responsável pela infiltração de espíritos enganadores nas reuniões. Que o grupo se reúna e discuta o problema. Não em termos de encontrar culpados, mas sim para estreitar os laços de amizade no grupo e para solucionar essas ocorrências. Volto a afirmar o que já disse: amizade união e sinceridade criam naturalmente barreiras de proteção durante essas reuniões.
MAS, O MÉDIUM, QUE FOI MISTIFICADO, SINTONIZOU COM AS TREVAS. NÃO SERIA DEVER DO DIRIGENTE AFASTÁ-LO? AFINAL, ELE NÃO PODERIA PERTURBAR O AMBIENTE DA REUNIÃO NESSAS CONDIÇÕES?
O problema é que sempre acham que Jesus lhes concedeu o poder de separar o joio do trigo. Quem pode garantir que não será o dirigente que, intuído pelas trevas, quer cortar o médium da atividade para dar demonstração de seu poder? É preciso rever os conceitos. Quase sempre , quando há uma falha, a atitude é de tentar punir.
O médium foi enganado pelo espírito. Como punição, ele é suspenso da reunião? O médium falta em uma reunião.
Como punição deve cumprir suspensão automática?
O orador se equivoca em um apontamento. Como punição deve ser impedido de continuar divulgando a doutrina?
Meus irmãos, a proposta é auxiliar, não é punir. Erros fazem parte da caminhada. Um tropeço por parte do médium não pode anular os seus acertos. Sejam menos rigorosos e mais caridosos, aprendam a compreender, sem serem coniventes com o erro.


Retirado do livro “FALANDO FRANCAMENTE – Um novo olhar sobre as vivências mediúnicas” pelo espírito Klaus através do médium Agnaldo Paviani



Umbanda funciona mesmo?


Constantemente me perguntam se a ‘‘Umbanda funciona mesmo” e eu, mesmo impressionada com tamanha manifestação de oportunismo e ignorância, respondo que SIM, desde que se trabalhe para isso, afinal nem nosso intestino funciona sem que haja hábitos saudáveis e contínuos. Umbanda funciona, assim como todas as outras religiões, no entanto é importante que haja algo que impulsione que faça acontecer, e esse algo é a FÉ. Fé no sentido da esperança, da compreensão e da paciência. Esses são os pontos fundamentais para que a ‘’Umbanda Funcione’’ em nossas vidas. Esses são os ensinamentos que os Guias Espirituais tentam, incansavelmente, passar para nós em suas sábias palavras.
Sei que muitas pessoas chegam na Umbanda em busca de Milagres, no entanto é importante ficar bem claro que o Milagre só acontece se houver essas três características mencionadas acima. Os próprios Milagres de Jesus não eram espetáculos teatrais e não aconteciam deliberadamente. Jesus exigia que ao buscar o Milagre a pessoa tivesse Fé, exigia a decisão sincera, e mais, requeria a propagação dessa Fé, pois os Milagres aconteciam para que fossem pronunciados aos quatros cantos envolvendo o maior número de pessoas e estimulando mais ainda a esperança e o amor. Jesus também esperava que seus discípulos fizessem milagres, os censurou, os ensinou e os estimulou dizendo: ‘’pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; ‘’ Mateus 17,20.
Jesus não fez milagres para provar sua divindade e sua morte foi prova disso; ele fez milagres para provar que era filho de Deus onipotente, onisciente e onipresente e que tudo podia naquele que o fortalecia. Exatamente o que somos como também filhos de Deus, e o que podemos como irmãos de Jesus. Sabendo então que a Umbanda é uma religião cristã, pois segue os ensinamentos e os mandamentos de Cristo, fica claro que para a Umbanda funcionar e realizar milagres é preciso que seus adeptos tenham a Fé sincera e que a propaguem.
Portanto, não adianta estar na Umbanda se não senti-la pulsar em seu coração, não adianta querer sem primeiro Dar, não adianta frequentar se não aceitar, se não cultivar, se não trabalhar seu interno, se não fizer força contínua para melhorar, mesmo porque não se abre uma porta sem que antes se tenha feito força para girar a maçaneta. E, aproveitando o exemplo do intestino, vale comentar que se para ele funcionar bem é preciso fazer atividades físicas, consumir líquidos, comer fibras, entre outros cuidados, imagine para resolver sua vida...... Com certeza é preciso MUITO TRABALHO E FÉ. “Então fica o convite: quer ver a ‘‘Umbanda Funcionar”?  Então venha disposto a TRABALHAR!

Por Mãe Mônica Caraccio

Todo umbandista acende a sua velinha...


Vamos hoje falar um pouquinho sobre este elemento fundamental nos rituais umbandistas: as velas.
Por que acendemos velas? O que elas representam e como atuam? Acho que muitas pessoas já se fizeram estas perguntas e outras nunca pensaram sobre o assunto.
Como estamos buscando mais conhecimento e menos ações automáticas, acredito que este seja um assunto bem relevante. Então vamos lá! A vela significa luz, atua no éter de quem recebe suas irradiações ígneas e é um simples, mas poderoso instrumento. Tal como o incenso, uma vela acesa altera o estado energético de um ambiente ou de uma pessoa.
Quando está acesa, durante o dia ou noite, além de enviar nossas intensões como luz que toca outra luz em vários níveis, ela se torna uma energia contínua de nossas orações, ela se torna a vigília de nossos pensamentos, pois sempre que passarmos por ela seu brilho chamará nossa consciência de volta para o propósito de nossa solicitação ou pensamento e a sua luz atuará como um laser para concentrar a energia de nossas intenções.
Portanto, ela ativa nossa fé nos mantendo em sintonia com o Plano Astral Superior e é fato que uma vela acesa positivamente atrai os bons espíritos para perto. Na realização de uma oferenda as velas acesas ativam e potencializam nossas intenções.
É importante saber também que uma simples vela consiste na união dos quatro elementos. O elemento terra, ou energia telúrica, é representado pela parafina que vem do petróleo, das profundezas do planeta; o elemento ar, com a energia eólica, é representado pela fumaça que a vela exala, ainda que tênue; o elemento fogo, ou energia ígnea, é representado pela chama da vela e, finalmente, o elemento água, e a energia mineral, é representado pela combustão dos materiais da vela onde se desprendem moléculas de hidrogênio que se combinam com o oxigênio e formam a molécula de água no estado gasoso.
Além de todas essas vibrações, energias e elementos temos também a questão da pigmentação da vela onde a cor, com base na cromoterapia, mexe com nossas vibrações mental e energética. 
Por exemplo: a vela branca, que representa a união de todas as cores, é purificadora, traz a sensação de limpeza, claridade e estimula a criatividade; a vela amarela simboliza a alegria de viver e o alto astral; a vela cor de rosa abre o coração e estimula todas as formas de inspiração e amor, traz conforto e aconchego à alma; a vela vermelha simboliza o dinamismo, a força e a coragem e é uma boa pedida para quem está deprimido ou sem ânimo para nada; a vela azul clara traz paz e tranquilidade, estimula o crescimento pessoal e melhora o auto controle; a vela verde representa a esperança e a abundância, estimula momentos de paz e cura, traz tranquilidade e acaba com as tensões. 

Como evitar que outras pessoas suguem nossas energias?



 “O problema maior, meu filho, não é como evitar que lhe roubem ou suguem energias, mas sobretudo, como você se deixa vampirizar, ser roubado, e não atenta para isso!
A postura interna de meus filhos é o que os predispõe ao escape de fluidos vitais. As atitudes, a desordem emocional, a falta de cuidado consigo mesmos, no que tange à saúde energética e à seleção de ambientes e pessoas com as quais convivem, são fatores que desencadeiam o processo de roubo de vitalidade. Por isso, vejo como algo digno em que meditar com extrema urgência: qual postura interna você tem adotado que favorece o fenômeno da perda, roubo ou vampirização energética? Não se pode jogar toda a culpa nos outros, como se meus filhos vivessem num mundo onde só há ladrões prontos a dar o golpe.
Note, meu filho, que você mesmo pode ser vampiro de suas emoções; ou mesmo, depois de certos comportamentos infelizes, provocar uma abertura em sua áurea – fato que pode ser classificado como rompimento da tela etérica, a qual delimita e envolve a estrutura psicobiofísica do ser humano. Essa ruptura propicia o escoamento de reservas vitais. Muitas vezes, episódios de fuga energética podem ser mal interpretados, dando a impressão de tratar-se de franco processo de vampirização. Mas há diferença entre roubo e perda de energia.
Portanto, quero instigar à procura da causa, que com frequência permanece escondida atrás daquilo que meus filhos traduzem, talvez apressadamente, como apropriação de fluidos vitais. Quem sabe poderão encontrar em si mesmos, em suas atitudes e comportamentos, a gênese de todo o mal que pretendem erradicar? Minha sugestão é que se faça uma crítica sem autopiedade. Possivelmente, concluirão que a maioria das vezes que julgam ter perdido vitalidade o que ocorreu foi a adoção de atitudes e hábitos destrutivos, que sabotam a própria saúde energética, emocional e espiritual.
Cada um de meus filhos é arquiteto de sua felicidade, de seu bem-estar emocional, de sua qualidade de vida – ou da falta dela. Afirmativas como essa têm sido repetidas por muitas pessoas, mas permanecem como uma verdade ainda não introjetada.
Antes de questionar como evita o roubo de energias, é preciso averiguar em que medida meu filho tem adotado um tipo de vida e vivido experiências que o deixam vulnerável. Afinal, é lógico supor que se alguém está se apropriando de sua vitalidade, talvez você esteja abrindo o campo para que isso ocorra. Caso se dedique a conhecer suas fraquezas, seus hábitos negativos, pontos fracos e sistemas de autoboicote, entãoserá mais fácil estabelecer métodos próprios de autodefesa psíquica. O conhecimento dos mecanismos internos de autossabotagem lhe dará forças para reestruturar aquilo que merece ser reciclado em suas experiências, bem como para fortalecer suas posturas saudáveis e, por conseguinte, impedir ou diminuir as perdas energéticas de grande expressão.
Diversos elementos podem ser utilizados a fim de revitalizar-se e de impedir perdas ou roubos de energias. Contudo, ervas, salmos, banhos, florais e tantos outros métodos, por mais eficazes que pareçam, não serão suficientes se você não promover uma reeducação emocional e mental. Nenhuma força externa substituirá aquela que deve partir do seu interior, à medida que meu filho avançar na cirurgia da alma, usando o bisturi da vontade para modificar a estrutura de vida que por vezes adota e que a ninguém cabe mudar, a não ser você mesmo. Por mais que se reconheçam o potencial e a eficiência de métodos variados de reposição energética, sem que você sele a brecha criada pelo comportamento e pelos hábitos adquiridos ao longo dos anos, nada adiantarão as terapias utilizadas; serão apenas paliativos".

Trecho extraído da obra “Magos Negros”, de Robson Pinheiro, pelo preto-velho Pai João de Aruanda