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Quadra 1, lote 1, Residencial Don Bosco, Cidade Ocidental. Veja como como chegar aqui.

O Médium e o Guia

Uma das grandes qualidades da Umbanda é proporcionar o contato direto entre a consulência e os Guias. O responsável por esse contato é o *médium*. [do latim médium = meio, intermediário]
A mediunidade é uma sensibilidade presente em todas as pessoas, em maior ou menor grau, que facilita na captação de informações de outras dimensões. De alguma maneira, no dia-a-dia, todos nós usamos essa capacidade, alguns a chamam de inspiração, outros de instinto ou intuição.
O médium é uma pessoa consciente dessa capacidade e está preparada física, emocional e espiritualmente para usar todo o seu potencial pessoal na senda espírita por isso é de total importância nos trabalhos de Umbanda. Do seu equilíbrio e dedicação depende o sucesso da seara.
Médium estudioso, disciplinado e equilibrado é fator importante para o êxito do trabalho espiritual, que transcorre em harmonia refletindo a força dos guias na parceria entre o material e o espiritual. Quanto mais afinado o médium, melhor a comunicação entre os dois mundos. Em sua disciplina está incluída alimentação equilibrada, exercícios físicos, mentais, e muito importante: o controle emocional. Médium desequilibrado não rende em dia de trabalho.
Antigamente, o desenvolvimento mediúnico era feito de maneira empírica ou por tradição oral, processo lento, por vezes muito místico e misterioso, pois não havia fontes de pesquisa. Hoje a situação mudou, multiplicam-se os cursos de desenvolvimento mediúnico e sacerdócio de Umbanda e existe grande quantidade de literatura de qualidade.
Não se podem admitir médiuns despreparados para o trabalho espiritual, que devem ter conhecimento de todas as áreas envolvidas no trabalho. Precisam ter noções sobre escrita e elementos mágicos, bioenergias, anatomia e ervas que é um capítulo à parte, pois muitas delas são venenosas e todo cuidado é pouco.
Devem ainda ter uma grande dose de desprendimento e bom senso, pois está lidando com “material humano”, pessoas que na maioria das vezes estão em desequilíbrio e com muitos problemas.
Umbanda não é oráculo, não é terapia e não é mágica.
Não é exigido ao médium que faça adivinhações para provar o valor do seu desempenho. Deve saber ouvir, que já é, em si, um ato de caridade, mas deve tomar cuidado com o que diz, pois algumas informações captadas são apenas diretrizes para o trabalho a ser realizado em conjunto com o Guia. Alguns dados se repassados ao consulente poderiam aumentar o caos em que a vida deste se encontra. De que adianta informar ao consulente de que vai perder um ente querido ou de que é vítima de traição? Essas informações são úteis no direcionamento do trabalho e na escolha das determinações a serem dadas para fortalecimento do campo do consulente, tornando-o capaz de superar os seus aprendizados.
Não existem soluções mágicas, mesmo os médicos psiquiatras, psicólogos e terapeutas profissionais que estudaram durante muitos anos, procuram ajudar as pessoas direcionando-as para o seu autoconhecimento sem nunca darem as soluções prontas.
Lembre-se: não existem problemas, existem experiências.
O sucesso total do trabalho depende de uma trindade sagrada: Guia + Médium + Fé do Consulente que deve fazer sua parte em manter o equilíbrio que foi restaurado em seu campo bioenergético por essa dupla de trabalhadores espirituais. Mantendo-se o equilíbrio, tudo tende a melhorar. A união afinada das Duplas Dinâmicas Espirituais traz para a Umbanda a Luz, a Paz e a Harmonia aos que trabalham nesta Luz!
Lixo Emocional
“Existe um lixo emocional. Ele é produzido nas usinas de nosso pensamento, enquanto crescemos interiormente.
São emoções que passaram por nossa vida e nos ajudaram, mas que não têm mais utilidade. São sentimentos que foram importantes no passado, não no presente. São recordações de dor que nos amadureceram e que agora não servem para nada.
Não podemos carregar este lixo. Mas, apegados aos nossos sentimentos antigos, ficamos com pena, e temos dificuldade de deixá-los. Enchemos nosso porão espiritual com uma quantidade imensa de memórias inúteis, que ofuscam as lembranças importantes.
Não procure sentir coisas que você não está sentindo mais. Não procure ser como você era. Você está mudando. *”Permita que seus sentimentos o acompanhem e o transformem em sua própria evolução”. *(autor desconhecido)*

Com a Colaboração de Suely Castro

POMBA GIRA 7 SAIAS - II

Recebi uma outra lenda da 7 Saias e vou compartilhar com vocês.


Jalusa Correia era uma bela mulher, morena de bastos cabelos negros, tinha ainda magníficos olhos verdes que a todos encantava.
Aos dezessete anos se casou e teve dois filhos, que foram por algum tempo a razão de sua existência. Quando estava prestes a completar seu vigésimo terceiro aniversário uma tragédia abateu-se sobre ela, seu marido e filhos faleceram em um pavoroso acidente de trem e da noite para o dia tornou-se uma pessoa imensamente triste e solitária. Por muitos anos carregou o peso na consciência por não estar com eles nesse momento. Culpava-se intimamente porque nesse fatídico dia tivera uma indisposição séria e não quisera acompanhá-los na pequena viagem que mensalmente faziam à cidade vizinha. O remorso a torturava como se com isso conseguisse diminuir o tamanho de sua dor.
Dez anos se passaram até que Jalusa voltasse a sorrir, apesar do coração em frangalhos. Foi nesse período que Jorge apareceu em sua vida. O jovem viúvo logo se tomou de amores pela solitária e encantadora mulher. Conhecendo o trauma vivido por ela, teve a certeza de haver encontrado a mãe que sua filha precisava. A pequena Lourdes ficara órfã muito cedo e com apenas seis anos não conseguia esquecer a morte de sua genitora, tornando-se uma criança frágil e assustadiça.
Não demorou muito para que se casassem. No inicio Jalusa foi exemplar, como mãe e esposa, de repente, sem entender o motivo, começou a odiar a pequena menina. Lourdes a irritava, cada palavra dita por ela, entrava em seus ouvidos como uma ofensa. A menina apanhava por qualquer coisa, eram palmatórias, surras de cipós e puxões de cabelo que a deixavam inteiramente dolorida. Com medo de dizer ao pai o que ocorria em sua ausência, Lourdes foi ficando a cada dia mais amarga e triste. Seus únicos momentos de alegria eram os passeios que fazia com o pai. Sempre que Jorge perguntava o que estava acontecendo ela mentia dizendo sentir saudades da mãe.
O ódio de Jalusa pela criança só aumentava, cada vez que a menina chegava perto dela, a lembrança de seus próprios filhos a atormentava: - Como pode uma criatura indecente dessas estar aqui, viva ao meu lado, e meus filhos lindos, mortos? - Era sempre nesses momentos que a menina era mais agredida.
Um dia Jorge resolveu fazer uma surpresa e retornar mais cedo a casa. Ao entrar devagar para não ser notado, ouviu os gritos: - Sai vagabunda! - acompanhado do som de um tapa - abriu a porta justamente no instante em que sua filha era atirada contra um canto da parede. Num átimo, percebeu tudo que estivera ocorrendo em sua ausência. Correu até a mulher e a esbofeteou com rancor exigindo que saísse de sua casa imediatamente. Desse dia em diante, Jalusa passou a morar nas ruas, mendigando e xingando todas as crianças que lhe passassem por perto. Às vezes, chorava muito, mas logo se erguia e gargalhava alto. Em uma noite de intenso frio, seu espírito foi arrancado do corpo e levado para zonas sombrias onde por muitos anos procurou respostas para as mazelas passadas em vida. Depois de ter contato com suas vidas pregressas, percebeu os erros que cometia a cada encarnação onde sempre era a causadora de grandes males causados a crianças e suplicou ajuda para o ressarcimento de suas culpas. Hoje, na vestimenta fluídica de Pomba-Gira das sete Saias, procura sempre uma maneira de atender aos que a procuram com simpatia e carinho. Quem a conhece em terra sabe de sua predileção por jovens mães e o respeito que nutre por todas as crianças. Está enfim a caminho de uma grandiosa evolução.
Laroiê Dona Sete Saias!

Com a Colaboração de Marina Greco

Pai João - Robson Pinheiro


O que é a verdadeira liberdade? Decretos e estatutos não legislam sobre o que é de foro íntimo, da alma, e é essa liberdade, assunto de destaque na doutrina espírita, que este livro quer discutir.

Libertar-se de dogmas, medos, preconceitos e da condição de refém dos sentidos e do prazer sensorial.

Libertar-se do círculo vicioso da culpa, da autopunição e da permissividade, libertar-se em direção à conquista da satisfação interior, que pode ser obtida nas coisas simples do dia-a-dia, quando se está em sintonia consigo mesmo.

Na pauta, fraternidade, espiritualidade e a busca de uma nova visão da dor e das dificuldades. "Trabalho, solidariedade e tolerância" - os temas do trinômio de Allan Kardec permeiam o texto, ao lado de impermanência, programação mental, planejamento e sucesso, tópicos atuais que merecem reflexão.

Conheça o amor, a sabedoria e a compaixão de quem venceu o cativeiro. Sob a face escura de um ex-escravo.
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Corpo Fechado - Robson Pinheiro



Romance Inédito de Robson Pinheiro, o mesmo autor de Tambores de Angola

Vidas que se cruzam, perdidas em diferentes objetivos. O universo dos pretos-velhos, da sabedoria das ervas e das energias sutis da natureza. Mentes abertas, corpos fechados.
Chagas abertas, Sagrado Coração, todo amor e bondade. O sangue do meu Senhor Jesus Cristo no corpo meu se derrame hoje e sempre. Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge. Amém.
“Andarei vestido e armado com as armas de Jorge, para que meus inimigos, tendo pés, não me alcancem; mãos não me peguem; olhos não me vejam e nem pensamentos eles possam ter para me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão; facas e lanças se quebrem sem meu corpo tocar; cordas e correntes se arrebentem sem meu corpo amarrar.”
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Fica ao meu lado, São Jorge Guerreiro
Com tuas armas, teu perfil obstinado
Me guarda em ti, meu Santo Padroeiro
Me leva ao céu em tua montaria
Numa visita a lua cheia
Que é a medalha da Virgem Maria
Do outro lado, São Jorge Guerreiro
Põe tuas armas na medalha enluarada
Te guardo em mim, meu Santo Padroeiro
A quem recorro em horas de agonia
Tenho a medalha da lua cheia
Você casado com a Virgem Maria
O mar e a noite lembram a Bahia
Orgulho e força, marcas do meu guia
Conto contigo contra os perigos
Contra o quebrando de uma paixão
Deus me perdoe essa intimidade:
Jorge me guarde no coração
Que a malvadeza desse mundo é grande em extensão
E muita vez tem ar de anjo
E garras de dragão

POMBA GIRA CIGANA 7 SAIAS

Esta é uma das entidades mais conhecidas e queridas dentro da Umbanda e Povo do Oriente, é a cigana Sete Saias.
Muitos médiuns e chefes de terreiros por falta de informação não costumam apresentar esta maravilhosa entidade com a sua verdadeira origem cigana, fazendo desta linda gira uma pomba-gira de encruzilhada.
A Pomba –Gira Cigana Sete Saias é considerada a Deusa do Amor pelo povo do oriente, e a ela que as moças recorrem quando desesperadas por falta de amor. “
A lenda conta que a Cigana Sete Saias foi apaixonada por um moço “não cigano” o que seus pais não aceitavam… e proibida de viver este amor parou de comer até vir a falecer.
Quando seu corpo estava sendo preparado para velar, sua mãe trouxe suas sete saias favoritas e colocou a seus pés para poder rodar e jogar cartas nos caminhos do astral superior.
A moça chegando as astral, foi recebida por Santa Sara a qual a designou a proteger e ajudar todas as moças que choravam por seus amores proibidos e impossíveis…
É a esta entidade poderosa que as mais serias mandingas de amor são realizadas…
e há quem diga que o que a Cigana Sete Saias Une… Ninguém separa!
Esta pomba-gira gosta de receber suas oferendas e presentes nas encruzilhadas de campo e preferencialmente as 18:00 nas sexta-feiras de lua cheia.
Nas suas oferendas não pode faltar perfume de flores ou gardênia… sua velas são coloridas quase sempre vermelhas, brancas e Rosas… que são as cores que simbolizam o sexo, o amor e a tranqüilidade nas relações.
“Há quem diga que ela vem dos cruzeiros… há quem diga que ela vem do luar… me diga oh meu Deus de onde vem Pomba-Gira Sete Saias e onde ela quer trabalhar!?”
Saravá cigana Sete Saias!

Com a contribuição da nossa queria irmã Suely Castro

UM ESCLARECIMENTO SOBRE OS PONTOS CANTADOS DENTRO DO RITUAL DA UMBANDA

m dos elementos mais interessantes dentro da liturgia umbandista, são os pontos cantados. Além de serem lindos, eles têm funções importantíssimas dentro do ritual, fazendo - se presente em todas as reuniões de Umbanda. Muitas definições e funções são dadas aos pontos e às vezes algumas pessoas fazem uma pequena confusão. Também, o modo como serão executados e o uso dos atabaques ou não, geram ainda muitas discussões dentro da Umbanda. Tecerei alguns comentários que espero sirvam para elucidar um pouco essas questões.

Primeiramente, existem muitas definições sobre os pontos cantados. Na maioria das vezes veremos respostas dizendo que os pontos são "mantras" ou "prece cantadas" e que são utilizados para "chamar os guias". Vejamos:

Mantra vem do sânscrito da raiz mana (mente) e tra (controle). São palavras ou sílabas que normalmente são repetidas metodicamente (oralmente ou mentalmente) e através desses mantras tanto controla - se a mente como sintoniza - se com a força evocada no mantra, ativa – se um chacra, etc. Portanto podemos ver que o mantra tem algumas funções específicas análogas ao ponto cantado, mas atua a partir de uma mecânica diferente. O ponto também atua como forma de controle da mente, notavelmente na dos médiuns, que a partir dos cantos concentram - se no trabalho a ser realizado. Além disso, os pontos ajudam a sintonização com os guias, "direcionando" a mente dos médiuns a determinadas sintonias. Também quando vibrados com amor, ajudam na ativação dos chacras, notavelmente o cardíaco, o laríngeo e o frontal, facilitando o uso das faculdades anímicas - mediúnicas.

Prece vem do latim "precari" e significa rogar, pedir com seriedade, suplicar, etc. A prece podemos definir como uma "conversa" dirigida a seres da espiritualidade superior e Deus. Novamente essas características estão presentes nos pontos cantados, onde louvamos, pedimos, agradecemos e endereçamos nosso amor aos guias e mentores através dos cantos.

Mas, os pontos também são verdadeiras determinações de magia, onde movimentamos forças afins com o trabalho, além de direcionarmos essa energia para algum trabalho específico a ser realizado, como, por exemplo, os pontos de corte de demanda, os para trabalhos de cura, etc.

Concluímos então, que os pontos cantados são simplesmente pontos cantados! Mantras, preces e determinações têm funções análogas a eles e são fantásticos, mas têm uma mecânica e sentidos diferente de serem realizados. Podem e devem ser estudados e praticados, mas não confundidos com os pontos.

Além das funções descritas anteriormente, temos outras como: a ajuda que os pontos dão para a organização do ritual do trabalho onde eles auxiliam para a manifestação mediúnica ordenada. Claro que os pontos na verdade não chamam os guias, pois eles já estão na casa antes mesmo do trabalho começar, mas sim, fazem com que o ritual prossiga de forma equilibrada e serve de comunicação entre o dirigente espiritual com os médiuns. Também temos interação que os pontos fazem entre a assistência que através dos pontos sentem - se mais acolhidos dentro da casa e, principalmente, a mudança de estado íntimo que um ponto pode ocasionar. Às vezes estamos tristes e basta uma música que faça nos lembrar de algo legal ou bonito em nossas vidas, ou uma bela canção para nos elevarmos, mudarmos nossos sentimentos e pensamentos, melhorando assim conseqüentemente a nossa energia pessoal. Talvez essa seja a maior das magias realizadas pelos pontos cantados.

Passando agora para a questão dos atabaques. Muitas críticas são feitas ao uso do atabaque, a mais comum diz que os atabaques favorecem o animismo. Novamente é necessário um pouco de discernimento sobre a questão. Animismo vem do latim - animus que quer dizer alma, portanto quando diz - se que a incorporação "foi puro animismo" quer dizer que não houve influência de espírito, mas sim a própria pessoa produziu a incorporação em sua mente. Diz - se então que o atabaque gera uma "euforia", "empolgação" e o médium sai "rodando e girando" por puro embalo dos atabaques. Realmente isso pode acontecer, como acontece! Mas ocorre mais por uma falta de orientação do médium, do que pelo uso do atabaque. Querem melhorar o problema do animismo? Então incentivem os estudos espiritualistas de mente aberta e que elevam a consciência. Parece - me que colocar a culpa no atabaque é como "tampar o sol com a peneira", além de uma tentativa de "evangelizar e espiritizar" a Umbanda a moldes kardecistas, ou como no caso de algumas escolas ditas iniciáticas de Umbanda que tentam, abolindo os atabaques, desvincularem a Umbanda de qualquer influência africana...

A verdade é que os atabaques são instrumentos que se bem utilizados potencializam ainda mais o ponto cantado. A curimba torna - se um verdadeiro pólo irradiador de vibrações e forças que são direcionadas para o bem do trabalho. Os instrumentos de percussão criam verdadeiras ondas diluidoras e desagregadoras de energias, formas pensamentos negativas e às vezes até chegam a realizar uma desobsessão. Qualquer clarividente razoável, ou pessoa com experiência em terreiro seja médium, cambone, etc pode relatar o que é dito aqui. Na parte mediúnica o uso de atabaques também é extremamente positivo, pois além da aumentar o efeito de concentração do ponto cantado, também atuam diretamente sobre os chacras dos médiuns, sobre sua aura, auxiliando a incorporação, além de as "batidas" compassadas atuarem nas ondas cerebrais as influenciando e levando a estados alterados de consciência. Os xamãs de todo mundo utilizam - se de tambores com essa finalidade. Claro que existem casas onde não existem pessoas preparadas para tocar atabaque. Nesse caso é melhor não toque - se atabaque e apenas utilize - se do canto. Mas quando alguma pessoa preparada e afim com o trabalho da casa aparecer, o atabaque pode ser introduzido dentro do ritual dela. Sempre respeitando a importância do devido preparo e afinidade entre o atabaqueiro e a casa.

Finalizando, aqui foram descritos de forma bem resumida alguns aspectos dos pontos cantados. Espero que possa ter sido claro e tenha fornecido informações úteis para melhor compreensão desse fundamento maravilhoso da religião de Umbanda.

FIRMEZA DE UM TERREIRO

Muito se tem ouvido falar nos meios umbandistas com relação às firmezas necessárias para um bom andamento dos trabalhos num terreiro de Umbanda.

Logicamente que toda parte ritualística de uma Casa tem razão e função de ser, uma vez que a própria Umbanda tem fundamentos e é preciso preparar os mesmos como é falado em uma curimba de defumação.

Porém, além das firmezas materiais que estão ligadas aos elementos de trabalho dos Orixás, Guias e Entidades e que são catalisadoras das energias necessárias para esses trabalhos, ora servindo como força agregadora de energias positivas, ora desagregando as negativas, há outra firmeza de fundamental importância.

E qual seria essa firmeza?

A firmeza que me refiro meus filhos é a firmeza interior de cada médium de Umbanda.

Mas como se dá essa firmeza?

Se dá através da humildade, do exercício do amor ao próximo e da caridade prestada sem pedir ou esperar nada em troca.

A firmeza interior trabalhada na humildade permite ao médium o esclarecimento de que ele não sabe tudo, que sempre estará em aprendizado pois a Espiritualidade por mais que ensine ainda não deu a palavra final. Dessa forma o médium sempre estará acrescentando ao seu aprendizado ensinamentos novos, iniciando-se assim para ele sempre novas etapas, que devem ser ultrapassadas com muito respeito, amor, dedicação, renúncia e fé.

A firmeza interior pautada no exercício do amor ao próximo fará o médium se ver novamente no lugar do outro que chega na Casa em busca de ajuda, auxílio, esclarecimento e compreensão como o próprio médium chegou um dia.

A firmeza originada na caridade fará o médium entender que não deve julgar quem quer que seja e que muitas vezes ele sofrerá ingratidão e descrédito por parte de algumas pessoas ao verem seus pedidos negados pelas entidades de Umbanda que não barganham e nem trabalham contra as Leis de Deus.

Se hoje meus filhos já caminharam mais um pouquinho, mais motivos tem para buscar o exercício dessa firmeza interior.
Ser médium dentro do templo é muito fácil! O difícil é colocar-se como médium no dia-a-dia onde a sociedade pede muitas vezes uma postura não tão condizente com os ensinamentos de paz, amor e fraternidade deixados pelo Nosso Senhor Jesus Cristo.

Lembrem-se filhos de fé, é através de vossas atitudes que o templo do qual você faz parte será representado, é através das vossas condutas que a Umbanda será mostrada a outras pessoas.

Médium, sinônimo de ponte, meio, instrumento. Que o médium de Umbanda seja um instrumento dócil nas mãos de Pai Oxalá para que assim as bênçãos de amor e luz possam se fazer na Terra.

Animais tem alma?

O que o Espiritismo fala sobre os animais; eles tem alma? Progridem? ou serão sempre animais? Porque eles sofrem? Eles tem Carma? Porque existem animais mais inteligentes?

Esta é uma pergunta difícil de ser detalhada, mas sem dúvida o espiritismo tem uma resposta. Os animais não tem alma como nós os humanos, mas tem um princípio espiritual que sobrevive à morte do corpo. Segundo os espíritos disseram a Kardec, quando o animal morre, espíritos especializados recolhem esse princípio espiritual, que entra em letargia e é encaminhado para uma nova encarnação quase imediatamente.

Este princípio inteligente, que ainda não é um espíritos, passará milênios incontáveis nesta condição, até chegar ao reino hominal, mas em mundos primitivos, onde o homem pouco se diferencia de um animal. Continua progredindo lentamente até adquirir consciência de si mesmo e desenvolver o livre arbítrio. Os homens progridem por sua vontade, mas os animais pela força das coisas ou do ambiente. Se eles permanecessem sempre animais seria uma injustiça, pois eles sofrem, são abatidos para a alimentação do homem, usados como cobaias e desenvolvem doenças como o câncer, por exemplo.

Mas eles não tem Carma, pois não tem livre arbítrio. Mas compreenda, caro amigo, que Carma é uma palavra das doutrinas indianas e não existe no espiritismo (preferimos ação e Reação ou causa e efeito). Os animais não são responsáveis pelos seus atos. Alguns são mais inteligentes pelos cuidados recebidos, ou talvez, porque progrediram um pouco mais do que os seus irmãos da mesma espécie. Respeitar e proteger os animais é um dever cristão.